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Pterossauro
Pterossauro

Voo alto da ciência, Exu-PE tem Pterossauro publicado em revista internacional.

O artigo apresenta a descrição de dois fósseis (com ossos da asa) de pterossauros do Araripe pernambucano, um coletado em Exu e o outro em Araripina, no sertão de Pernambuco. Publicado na revista internacional científica Cretaceous Research pelo pesquisador Mestre Rudah Duque e pela coautora e Coordenadora do PALEOLAB (Laboratório de Paleontologia) da Universidade Federal de Pernambuco, Doutora Alcina Franca, que também coordena a pesquisa paleontológica em Exu-PE.  Os Pterossauros eram répteis voadores, tinham um dedo da mão bem alongado, que sustentava uma membrana que possibilitavam eles voarem, não eram dinossauros mas viveram na mesma época, ou seja, por volta de 100 milhões de anos atrás. No Brasil a Bacia do Araripe é o local que possui maior quantidade de fósseis desses animais, e está entre os mais bem preservados no mundo.

Localização no mapa
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A publicação ainda se destaca na riqueza de detalhes, pois são raros os fósseis de pterossauros do Araripe publicados com localização geográfica e estratigráfica conhecida. É o segundo material de pterossauro de Exu e o primeiro de Araripina. O material de Exu são ossos do dedo (falanges) da asa, incluindo 3 ungueais, ossos onde ficavam as garras. Foi identificado como Pterosauria indeterminado, sem possibilidades de calcular a envergadura desse material. Já o material encontrado em Araripina são ossos do pulso e foi identificado como Anhangueridae e sua envergadura era de aproximadamente 5,6 metros de uma ponta da asa a outra, foi feito um estudo das células (paleohistologia) e interpretado que se tratava de um indivíduo jovem, que ainda poderia crescer.

Pterossauro
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O pesquisador Mestre Rudah Duque, destaca que antes só havia registro para o Ceará e, que isso é muito importante para o estudo da distribuição desse grupo e, mostra que Pernambuco também tem fósseis tão importantes cientificamente quanto o Ceará e, precisam de apoio para serem estudados e protegidos do comércio ilegal. Já são 3 fósseis de pterossauros encontrados em Exu e, tem mais um sendo estudado.

Para o Gestor do Acordo de Cooperação Técnica de Pesquisa Paleontológica em Exu, Cícero Marcelino, que acompanha o trabalho de pesquisa científica de paleontologia na cidade, relata que o conhecimento científico vem despertar no exuense o sentimento de pertencimento deste patrimônio e a consequente preservação, como já é possível ver na rede escolar os estudantes demostrando interesse em seguirem  profissões voltadas para a paleontologia, o que possibilitará no futuro contribuírem com o desenvolvimento do município na área científica.

O prefeito de Exu, Raimundinho Saraiva, que assinou Convênio com a UFPE para a continuidade dos trabalhos de pesquisa em Exu, tem como desafio alocar recursos junto ao Governo do Estado para implantar o Museu de Paleontologia de Exu, garantindo a preservação deste patrimônio, a educação ambiental e oportunizar através da dinâmica do turismo uma rede de desenvolvimento sustentável.

Esse é o link do artigo: https://authors.elsevier.com/a/1XPD~iVLD1MG-.

Sobre Jadson Alencar

Jadson Alencar é graduando em Administração Pública pela Universidade Federal do Cariri - UFCA.

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